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Notícias     >     Press releases     >     28 de Janeiro de 2011

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR CAI EM 25 DE 52 PAÍSES EM Q4 2010

28 de Janeiro de 2011


PREOCUPAÇÃO COM DESEMPREGO E INFLAÇÃO

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR A NÍVEL MUNDIAL REVELA-SE PESSIMISTA NO FINAL DE 2010

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR DOS EUA VOLTA AOS NÍVEIS DA PRIMEIRA METADE DE 2009

SUÍÇA E TURQUIA REGISTAM O MAIOR AUMENTO DE CONFIANÇA EM 2010 – ROMÉNIA, ESPANHA, GRÉCIA E POLÓNIA REGISTAM AS QUEDAS MAIS PROFUNDAS. APERTO FINANCEIRO EM TODAS AS REGIÕES – 1 EM 3 CONSUMIDORES DOS EUA E 1EM 5 EUROPEUS NÃO TÊM "DINHEIRO DE SOBRA"

A confiança do consumidor caiu em 25 de 52 países no 4º Trimestre de 2010 quando a
esperança de uma recuperação económica a nível mundial se evaporou no final do ano
passado, segundo a última edição do Índice Nielsen de Confiança do Consumidor a Nível
Mundial, que avalia a confiança do consumidor, principais preocupações e intenções de gasto
dos consumidores online. De acordo com o inquérito que inquiriu mais de 29 000 consumidores de Internet em 52 países em Novembro último, os níveis de confiança caíram em metade dos países inquiridos quando uma preocupação generalizada acerca do desemprego, criação de postos de trabalho, aumento dos preços da comida e bens úteis cortou pela raiz qualquer expectativa de uma recuperação económica sustentada.

“Os consumidores mundiais terminaram 2010 mais pessimistas do que estavam no princípio do último ano. Como a realidade económica e financeira imediata permaneceu frágil e com falta de indicadores positivos durante 2010, os consumidores constataram a cruel realidade que a recuperação total ainda está muito longe” afirmou o Dr. Venkatesh Bala, Chief Economist no The Cambridge Group, que faz parte da Nielsen. O impacto demorado da grande recessão é mais uma evidência de um novo padrão de normalidade.”

O Índice Nielsen de Confiança do Consumidor a Nível Mundial no final do ano passado
permaneceu inalterado em relação ao trimestre anterior com 90 e terminou 2010 dois pontos
abaixo do início do ano. A confiança do consumidor a nível mundial em 2010 atingiu o máximo
no 2º Trimestre com 93 pontos do índice. A América Latina foi a região mais optimista do
mundo com 100 pontos (+6 pontos de ano para ano), seguida pela ÁsiaPacífico
com 97 pontos (+6 pontos de ano para ano). A América do Norte terminou 2010 com 83 pontos do Índice (2 de ano para ano) e a Europa foi a região mais pessimista do mundo com 78 pontos do índice (+2 de ano para ano).

O Índice Nielsen de Confiança do Consumidor a Nível Mundial fornece um indicador simples do
sentimento do consumidor em relação à presente situação económica bem como intenções e
expectativas para o futuro. Os níveis acima da linha base 100 indicam os graus de optimismo.

Os Receios da Recessão Permanecem Vivos

“Os consumidores mundiais, especialmente no Ocidente, estão a prepararse
para outro ano de crescimento nulo ou lento,” disse o Dr. Bala. “Os números relativos à criação de postos de trabalho e de empregos caíram abaixo das expectativas e embora muitos países tenham oficialmente saído da recessão, muitos consumidores ainda vivem – e contam continuar a viver – um estilo de vida cauteloso que restringe os gastos domésticos e a procura.” Mais, o aumento dos preços em alguns mercados emergentes como a China e a Índia terá de subir muito para afectar a confiança e os gastos do consumidor, especialmente se os seus respectivos governos decidirem tomar medidas legais para combater uma inflação mais elevada.”

Cinquenta e quatro por cento dos NorteAmericanos ainda contam que a recessão dure mais
um ano, comparado com 56 por cento dos consumidores Europeus e 47 por cento dos
consumidores da ÁsiaPacífico. “A taxa de desemprego nos EUA permanece o cerne das
preocupações para os Americanos,” afirmou James Russo, VicePresidente do Global
Consumer Insights da Nielsen . “Enquanto a taxa de desemprego baixou uns escassos 0.3
pontos em Dezembro para 9.4 por cento – o seu nível mais baixo em 19 meses – atingiu os
nove por cento durante 20 meses seguidos, o que constitui o registo mais longo.” A confiança
do consumidor NorteAmericano no 4º Trimestre de 2010 permaneceu constante com 81
pontos, só a um ponto do seu nível mais baixo registado na primeira metade de 2009.

Por entre os países pessimistas do mundo estão os chamados “PIIGS” Portugal,
Irlanda, Itália, Grécia e Espanha (Spain) – grupo de países que se situa entre as nações mais
pessimistas do mundo. “Protestos e tumultos violentos contra as medidas de austeridade do
Fundo Monetário Internacional e ataques à bomba contra embaixadas em Atenas no final do
ano passado juntaram-se as dúvidas do financiamento da dívida da Grécia e às preocupações económicas – enquanto a confiança na Irlanda baixou em 2010 aos 65 pontos do índice na sequência da entrada do FMI,” disse o Dr. Bala. Os níveis de confiança também desceram a novos recordes na Croácia, Grécia, Polónia e Roménia no 4º Trimestre de 2010.

Sem Dinheiro de Sobra

Nos últimos seis meses de 2010, o número de consumidores sem proventos discricionários
subiu de 22 para 31 por cento na América do Norte, de 16 para 20 na Europa e de 10 para 15
por cento na América Latina. “ Em todas as regiões os consumidores sentem o aperto
financeiro mais agora do que em qualquer outro período da recessão mundial. A juntar à
preocupação dos problemas económicos globais e nacionais, os consumidores debatemse
também com os aumentos diários dos preços da comida, electrodomésticos, combustíveis e
transportes. No 4º Trimestre de 2010 os consumidores constataram que nunca se tinham
encontrado com tão pouco rendimento disponível e o número de consumidores com pouco
dinheiro atingiu a nível mundial em dois trimestres consecutivos 14 por cento – o número mais
elevado já alguma vez registado,” afirmou Russo.

A descer, mas alta
“A China foi uma das primeiras economias a emergirem fortemente da recessão mundial há 18
meses e embora a confiança do consumidor tenha descido durante a segunda metade de
2010, os níveis de confiança ainda se mantêm relativamente elevados, de acordo com o generalizado crescimento e progresso económico do país,” afirmou Mitch Barns, Presidente da Nielsen da China. A presente preocupação dos consumidores Chineses é a inflação, o que está a afectar a sua prontidão para gastar. Apesar dissso, ainda se espera um crescimento sólido na primeira metade de 2011, especialmente em certas cidades Chinesas.

Em Ascensão
Reconhecida como a região mais optimista, a América Latina continuou a apresentar um
desempenho anual consistente e forte. O Brasil acabou o ano com um Índice de Confiança do
Consumidor de 108 – o mais alto da região. “A subida da confiança do consumidor Brasileiro é
o reflexo de vários factores, sendo um dos principais o desempenho positivo da economia
Brasileira,” afirmou Eduardo Ragasol, Managing Director da Nielsen Brasil. “O êxito do mercado de trabalho tem-se mantido, com a taxa de desemprego mais baixa desde 2002 (6.1%). A intensificação da economia causa impacto directo nas trocas comerciais, que continuam em alta, com grande disponibilidade de acesso ao crédito.” A Colômbia e a Argentina também terminaram o ano em alta, com pontuações de 98 e 93 do índice, respectivamente. No México, a confiança do consumidor subiu para 86, embora continue a ser uma das mais baixas da região.

Desempenho Positivo
No 4º Trimestre, 14 de 52 países terminaram o ano positivamente com um índice de confiança
do consumidor de 100 pontos ou superior, sendo que nove provêm da ÁsiaPacífico:
Índia (131), Filipinas (120), Noruega (119), Indonésia (116), Austrália (112), Suíça (110), Singapura (109), Brasil (108), Malásia (107), Arábia Saudita (107), Vietname (103), Suécia (103), Tailândia (102) e China (100). Houve um aumento quando comparamos com os 11 países que alcançaram os 100+ do índice há um ano.
“Vinte e quatro de 52 mercados terminaram 2010 com a confiança do consumidor em alta
quando comparamos com o início do mesmo ano: Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria,
Bélgica, Coreia do Sul, Dinamarca, Estónia, Filipinas, Formosa, Índia, Letónia, Lituânia,
Malásia, Noruega, Nova Zelândia, República Checa, Rússia, Singapura, Suécia, Suíça,
Tailândia, Turquia e Vietname. Estes mercados estão no caminho certo com vista à
recuperação e os consumidores ganharam confiança com o decorrer do ano,” disse Russo. De entre estes países, a Áustria, as Filipinas e a Suíça excederam os níveis de confiança
anteriores à recessão, registando a confiança do consumidor subidas recorde.

Os grandes ganhadores na confiança do consumidor no 4º Trimestre foram a Suíça e a
Turquia, que subiram 10 e seis por cento respectivamente em relação ao trimestre anterior. A
confiança do consumidor aumentou muito vigorosamente em 2010 quando o país alcançou a
mais alta taxa de crescimento económico da Europa e uma das taxas de crescimento mais
elevadas do mundo. “O desempenho económico da Turquia ultrapassou as expectativas no
decorrer do ano passado, em que a forte procura por parte dos lares e o poder de compra
resultaram na continuação do crescimento em 2011”, afirmou Paul Walker, Managing Director
da Nielsen da Turquia.


O Que Vamos Ver
“Os consumidores resistiram ao pior da tempestade, mas o comportamente pragmático de
2010 vai continuar em 2011 na medida em que persistem os ventos contrários em relação ao
crescimento,” afirmou Russo. As principais estratégias representão uma combinação entre
gastos essenciais e discricionários, onde o foco recairá na poupança de combustível e
electrodomésticos, redução nas despesas com produtos de mercearia, comida “take away”,
roupa e entretenimento. Para os países em vias de desenvolvimento, os consumidores estão
mais focados em estratégias discricionárias, tais como reduzir despesas com o telefone e
gastar menos em refeições “take away”. Nos países desenvolvidos dominarão estratégias
básicas e esseciais como reduzir as despesas com produtos de mercearia.”

Inquérito da Nielsen sobre a Confiança do Consumidor a Nível Mundial
O Inquérito da Nielsen sobre a Confiança do Consumidor a Nível Mundial foi realizado entre 10
e 28 de Novembro de 2010 e inquiriu mais de 29 000 consumidores em 52 países da ÁsiaPacífico,
Europa, América Latina, Médio Oriente, África e América do Norte acerca dos seus
níveis de confiança e situação económica. O Índice Nielsen de Confiança do Consumidor é
criado com base na confiança dos consumidores no mercado de trabalho, estado das suas
finanças pessoais e prontidão para gastos. A amostra tem quotas com fundamento na idade e sexo para cada país com base nos seus utilizadores de internet e é avaliada para ser
representativa dos consumidores de internet, com um máximo de margem de erro de ±0.6%.

The Nielsen Company
The Nielsen Company é uma empresa de informação e medições de âmbito global, líder
mundial em informação de marketing, informação sobre o consumidor, televisão e outros
media, online intelligence, medições na área dos telemóveis, trade shows e relacionados. Esta
empresa privada opera em quase 100 países e tem sede em Nova Iorque, Estados Unidos.

 


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