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Notícias     >     Press releases     >     15 de Setembro de 2008

Etiquetagem de produtos alimentares

15 de Setembro de 2008


CONSUMIDORES DA EUROPA DO SUL MUITO PREOCUPADOS COM NÍVEIS DE GORDURAS, CALORIAS E AÇÚCAR

CONSUMIDORES PORTUGUESES ESTÃO NO TOPO DOS QUE LÊEM E COMPREENDEM AS ETIQUETAS DOS PRODUTOS ALIMENTARES

De acordo com um inquérito global realizado on-line pela empresa de estudos de mercado Nielsen sobre as atitudes dos consumidores relativamente à etiquetagem dos produtos alimentares, que inquiriu mais de 28 000 consumidores, a preocupação com as calorias e com a dieta permanece no topo da lista de razões para que se observe com atenção as etiquetas.

Quase metade dos respondentes Europeus (47%) verifica a quantidade de gorduras dos seus alimentos e em média mais de quatro em cada dez Europeus verificam a quantidade de calorias e açúcar. Os países da Europa do Sul – Itália (50%), Espanha (52%), Portugal (55%) e Grécia (60%) estão à frente da Europa no que respeita à preocupação com as calorias, enquanto no outro extremo somente um quarto dos respondentes na Letónia e Lituânia o fazem.

Patrick Dodd, Presidente da ACNielsen Europa, afirmou que “o foco dos nossos inquiridos nas gorduras, açúcar e calorias reflecte a obsessão com o controlo do peso. Por outro lado, não parece terem muito efeito as mensagens sobre o controlo do sal, na medida em que apenas 24% dos nossos respondentes verificam isso quando olham para a embalagem”.

Os Gregos estão à frente nos dados da Europa pela crescente atenção que dedicam ao exame das etiquetas – quase sete em cada dez respondentes afirmam que examinam mais as etiquetas agora do que há dois anos. Isto pode explicar-se devido a uma série de sustos com produtos como iogurtes, leite, massas, mel, óleo e carne nos últimos anos, juntamente com um bem sucedido programa educacional da The Greek Consumer Association (INKA) com o fim de proteger os direitos dos consumidores.

De acrescentar que 60% dos respondentes Gregos verificam a quantidade de calorias dos seus alimentos – isto poderá relacionar-se com o facto de a Grécia ter uma das médias mais altas de IMC (Índice de Massa Corpórea) na Europa com sete em cada dez Gregos com um IMC de 25 ou mais.*

Há muitos níveis diferentes de conhecimento sobre gorduras saturadas e insaturadas. Os respondentes Franceses estão no fim da escala Europeia com 61% a afirmarem que não percebem a diferença entre gorduras “boas” e “más”. No outro extremo da escala, mais de oito em cada dez respondentes na Noruega (86%) e na Suécia (81%) afirmam que têm perfeita noção da diferença. Entre os consumidores Portugueses on-line, 77% referem conhecer a diferença entre as gorduras “boas” e “más”.

O inquérito indica também que a popularidade das dietas de controlo de hidratos de carbono como a Atkins Diet está a decrescer. Em média, em toda a Europa menos de um terço dos respondentes verificam a quantidade de hidratos de carbono dos seus alimentos, e isto está de acordo com estudos dos Estados Unidos onde as vendas de produtos com hidratos de carbono baixaram 2% no ano passado.

O inquérito mostrou ainda que os Portugueses verificam muito regularmente as etiquetas dos produtos alimentares, com 42% dos respondentes a afirmarem que examinam sempre a informação nutricional da embalagem, mais 13% de respondentes do que qualquer outra nação da Europa. Além disso, aquando a compra de um produto pela primeira vez, 4 em cada 10 Portugueses referem que analisam a etiqueta do produto.

Com efeito, os consumidores mostram-se muito atentos na verificação das etiquetas de novos produtos alimentares quando os experimentam pela primeira vez, com mais de um terço a examinarem os ingredientes de possíveis compras. “Para os fabricantes e retalhistas empenhados no desenvolvimento de novos produtos, a criação de etiquetas claras e de fácil compreensão é um importante ponto a ter em consideração na criação das suas embalagens”, continuou Patrick Dodd.

Quanto à interpretação das etiquetas, também aqui, os respondentes Portugueses on-line estão no topo dos que lêem e compreendem as etiquetas, com mais de sete em cada dez a responderem dessa forma. No entanto, no outro extremo da escala, um em cada dez Italianos admite prontamente que essas lhe fazem confusão.

Patrick Dodd, Presidente da ACNielsen Europe, afirmou que “os produtos alimentares são um ponto fulcral para a cultura italiana e tem-se verificado que metade do dinheiro que os Italianos gastam em alimentos e mercearia pode ser atribuído a produtos frescos e frequentemente a produtos não embalados. Assim, tendem a usar menos produtos alimentares embalados do que alguns dos seus parceiros Europeus. Aos fabricantes de produtos alimentares embalados apresenta-se uma mensagem importante que é a necessidade de simplificarem as suas etiquetas.

A concluir, Patrick Dodd afirmou que “deste estudo se extraem algumas mensagens importantes com as quais os fabricantes podem beneficiar, bem como grandes diferenças nos interesses e compreensão dos consumidores em toda a Europa. Garantir que as etiquetas dos produtos alimentares sejam claras e que a informação sobre gorduras, calorias, açúcar, conservantes e aditivos, que preocupam os consumidores, esteja correctamente indicada poderiam melhorar significativamente a percepção da marca entre os compradores”.

* Fonte: Forbes.com

 

Sobre a Nielsen
The Nielsen Company é uma empresa de informação e media de âmbito global, líder mundial em informação de marketing (ACNielsen), informação de media (Nielsen Media Research), informação online (NetRatings e BuzzMetrics), medições na área dos telemóveis, trade shows e publicações sobre negócios (Billboard, The Holywood Reporter, Adweek). Esta empresa privada opera em mais de 100 países e tem a sua sede em Nova Iorque, Estados Unidos. Para mais informações, visite por favor www.nielsen.com.

 

 


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