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5 de Julho de 2007
Bill Clinton e Nelson Mandela também ficaram entre os cinco mais
Al Gore e Bono estão entre os mais votados pelos Portugueses
Anterior vice-presidente dos Estados Unidos e recente celebridade no que respeita as questões ambientais, Al Gore ficou no topo da lista das pessoas mais influentes para defenderem a causa do aquecimento global, segundo inquérito realizado via internet em 47 países pela The Nielsen Company e pela Universidade de Oxford.
Quase um em cada cinco consumidores a nível mundial (18%) escolheu Al Gore como o porta-voz mais influente para liderar o debate sobre o aquecimento global, à frente do anterior responsável das Nações Unidas, Kofi Annan (15%), com Oprah Winfrey e Bill Clinton como terceira escolha (14% cada). Em quinto lugar, com onze por cento dos votos globais, ficou Nelson Mandela, anterior presidente da África do Sul. O ideal seria ter o par Al Gore e Kofi Annan como embaixadores desta causa, já que foram a primeira e segunda escolhas na maior parte dos países, cobrindo juntos 34 dos 47 países no inquérito da Nielsen realizado online a nível mundial.
Enquanto Al Gore e Kofi Annan ganharam na generalidade a votação mundial, registaram-se no entanto algumas diferenças significativas ao nível das regiões e países. De referir também que, de entre os respondentes a nível mundial com menos de 25 anos, a actriz Angelina Jolie (14%), juntamente com Oprah (15%) e Kofi (16%) foram considerados os mais influentes.
“Os consumidores identificam-se claramente com as personalidades nacionais que admiram e lhes são familiares. O nosso inquérito identificou também potenciais porta-vozes desde actrizes a estrelas do desporto que dariam defensores eficientes da causa do aquecimento global e especialmente influentes entre certos grupos etários,” comentou Patrick Dodd, presidente da ACNielsen Europe, the Nielsen Company.
O inquérito online da Nielsen, o maior no seu género a ser realizado a nível global sobre as atitudes do consumidor em relação às alterações climáticas, efectuou-se em Abril de 2007 em conjunto com o Environmental Change Institute da Universidade de Oxford. O inquérito interrogou 26 486 utilizadores de internet em 47 países desde a América do Norte, Europa, Ásia-Pacífico ao Médio Oriente.
O inquérito revelou também que o filme “Uma Verdade Inconveniente” exerceu uma influência significativa nas pessoas que o viram – ao tomarem consciência dos problemas e ao alterarem hábitos e comportamentos.
“Uma Verdade Inconveniente” projectou Al Gore e a mensagem da preocupação com as alterações climáticas para a agenda pública. A isto juntaram-se relatórios científicos das Nações Unidas e da Stern Review e também um aumento da cobertura dos media nos últimos meses no sentido de mudar a atenção de muitas pessoas da dúvida de existir um problema para o que fazer para resolver esse problema,” disse Max Boykoff, membro James Martin, Universidade de Oxford.
“Live Earth – a série de concertos que se realizarão em todos os continentes durante 24 horas e que terão lugar no dia 7 de Julho – representa uma oportunidade para uma grande quantidade de pessoas poder ouvir falar das alterações do clima e este estudo tornou possível identificar quem poderá ser um mensageiro eficaz. O desafio que permanece é determinar que mensagens transportam as pessoas de uma preocupação para uma acção positiva,” afirmou Timmons Roberts, membro James Martin, Universidade de Oxford.
Não surpreendentemente, quase metade dos Sul-Africanos escolheram Nelson Mandela para liderar a causa do aquecimento global, enquanto vinte e oito por cento dos Austríacos escolheram o agora Governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, responsável pela legislação acerca das mudanças climáticas.
No Reino Unido, vinte e três por cento dos consumidores votaram em Richard Branson, empresário e defensor do ambiente, como escolha número um, seguido por Bob Geldof. Vinte e três por cento dos Sul-Africanos também puseram Richard Branson à frente na sua escolha, de acordo com o inquérito online da Nielsen.
Na Ásia-Pacífico, Kofi Annan foi claramente a escolha número um dos consumidores com 21% dos votos, ficando em segundo lugar Al Gore e Bill Clinton – enquanto na Europa (19%) e na América do Norte (29%), Al Gore foi a primeira escolha, segundo a Nielsen.
No Médio Oriente/África, a actriz e embaixadora itinerante da UNICEF Angelina Jolie foi a escolha número um (17%), um pouco à frente de Kofi Annan e Oprah Winfrey. Na América Latina, a estrela de rock Bono ganhou 28% dos votos dos consumidores seguido por Angelina Jolie (22%) e Nelson Mandela (18%).
Em Portugal, os resultados deste inquérito realizado pela Nielsen revelam que Bono e Al Gore, ambos com 23%, estão entre os mais votados pelos inquiridos como personagens mais famosas com poder de influência na luta contra o aquecimento central. A recente participação de Al Gore numa conferência realizada em Lisboa em que abordou as principais mensagens do seu trabalho “Uma Verdade Inconveniente” deverá ter contribuído para tal notoriedade no nosso país. Ainda decorrente do mesmo inquérito, 21% dos Portugueses revelavam que já tinham visto o filme de Al Gore “Uma Verdade Inconveniente”.
Doze por cento (um em cada oito) dos utilizadores de internet inquiridos a nível mundial no final de Abril deste ano disseram que tinham visto “Uma Verdade Inconveniente” de Al Gore. Foi na América do Norte que este filme foi mais visto (17% - um em cada seis consumidores), mais do que em qualquer outra região do mundo.
Sessenta e seis por cento das pessoas que disseram ter visto “Uma Verdade Inconveniente” afirmaram que o filme “tinha mudado a sua maneira de pensar” quanto à questão do aquecimento global e oitenta e nove por cento disseram que o facto de terem visto o filme as tornou mais conscientes do problema. Mais importante ainda, três em cada quatro pessoas (74%) disseram que mudaram alguns dos seus hábitos na sequência de terem visto o filme.
“Quando um filme sensibiliza de tal modo os consumidores que os leva a alterarem alguns dos seus hábitos diários é porque a mensagem passou”, disse Dodd.
Quadro 1: Os Dois Preferidos para Liderarem a Causa do Aquecimento Global – A Nível Mundial e nos Países do Live Earth
Quadro 2: Impacto de “Uma Verdade Inconveniente” nas Atitudes dos Espectadores
Para aceder ao relatório mais extenso, entre por favor em www.nielsen.com ou www.eci.ox.ac.uk
The Nielsen Company
The Nielsen Company é uma empresa de informação e media de âmbito global, líder mundial em informação de marketing (ACNielsen), informação de media (Nielsen Media Research), publicações sobre a área de negócios (Billboard, The Hollywood Reporter, Adweek) e trade shows. Esta empresa privada opera em mais de 100 países e tem os seus headquarters em Haarlem, na Holanda, e em Nova Iorque, Estados Unidos.
Environmental Change Institute: www.eci.ox.ac.uk
O Environmental Change Institute desempenha um papel importante nas três maiores iniciativas de pesquisa governamentais do Reino Unido no que respeita o clima. O ECI acolhe o internacionalmente aclamado UK Climate Impacts Programme; é um parceiro importante no Tyndall Centre for Climate Change; e também um parceiro de destaque no Energy Research Centre do Reino Unido. Aí estudantes de todo o mundo podem obter Masters in Environmental Change & Management. A Universidade de Oxford tem mais de 150 cientistas do clima cobrindo todos os aspectos desta ciência e possui para estudo do clima o maior computador do mundo em termos de experimentações com modelos, numa área de 150 países [www.climateprediction.net]
Contactos Adicionais
Dr. Max Boykoff: James Martin Research Fellow, Environmental Change Institute, Oxford University.
Tel. Escritório +44 (0) 1865 285 531; Telemóvel +44 (0) 780 430 166; maxwell.boykoff@eci.ox.ac.uk
Professor Timmons Roberts; James Martin Visiting Professor, Environmental Change Institute, Oxford University, e Professor of Sociology, College of William and Mary, USA. Telemóvel 07726-285-535; jtrobe@wm.edu
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